Li, e ai?: Canto dos Malditos

O filme O Bicho de 7 Cabeças é amplamente conhecido, e durante um longo tempo ficou em destaque não apenas entre discussões e temáticas de conversas, como também na televisão brasileira. Baseado em fatos reais, o filme é chocante e direto, tornando impossível não pensar a respeito depois de assisti-lo.

O que poucos sabem, no entanto, é que, além do filme, a história de Austresgésilo dentro de inúmeros hospitais psiquiátricos virou livro. Este que veio antes, inclusive, do filme de grande sucesso.

Em um resumo bastante sucinto, este é um dos raros casos onde achei o filme melhor do que o livro (sendo que sequer me lembro muito bem do longa!). CANTO DOS MALDITOS é narrado de maneira extremamente datada, principalmente no início. O personagem ainda jovem nos leva em um mundo de gírias e, ao meu ver, esteriótipos dos anos 70 que acabam atrapalhando a leitura e irritando um pouco.

O momento mais interessante começa quando sua primeira internação chega, mas ainda assim, o horror e a tensão contida no conteúdo ficam mais por conta da interpretação do leitor e sua vontade de se colocar como um interno em quaisquer hospitais do mesmo gênero do que pelo desenvolvimento interessante de uma história bem escrita. 

Há momentos de maior aprofundamento, como quando entendemos o que é o canto dos malditos e por que ele possui esse nome, entretanto, a superficialidade continua mantida, não aprofundando tanto a visão que poderíamos ter. 

Eu entendo que, por não ser escritor formado, Austry só tenha tentado nos passar em suas biografia a história de terror que viveu, mas, para mim, o livro peca em detalhes que poderia ser melhorados com um bom revisor, por exemplo.