Guia de Bolso: Viajando com Idosos #3 – Em Nova Iorque

O VIAJANDO COM IDOSOS é um apanhado de dicas gerais para quem vai fazer viagens (longas ou curtas) com idosos como companhia. Como citei lá na introdução, há sempre muito material sobre viajar com crianças e bebês, mas pouco se fala sobre a terceira idade, um grupo que adora viajar e que encontra na viagem uma recompensa gratificante após tantos anos de trabalho e vida dura. 
 
Apenas recaptulando rapidamente, viajei em março de 2013, durante 15 dias, com minha avó de 80 anos. Visitamos Orlando e Nova Iorque. Notei que nem tudo eram flores quando se mistura uma mulher de 24 anos (eu) e uma senhorinha já bem vivida, mas foram apenas alguns ajustes que fizeram a viagem toda ficar deliciosa para nós duas, sem que vovó desfalecesse. 
 
Falamos sobre dicas gerais e de meios de locomoção (para e dentro das cidades). Agora, é a vez de Nova Iorque, a cidade que nunca dorme e que, sim, pode ser bem aproveitada por idosos planejando-se tudo com uma cautela um pouco maior. 
 
 

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#3 – Em Nova Iorque
1-) Não ache que o metrô será seu meio de transporte
Um dos pontos que os turistas mais citam ao falar de NY é: “Nossa, lá o metrô te leva a qualquer lugar”. Veja bem, com idosos, ele não vai te levar a nenhum lugar – ao menos não direito. Apesar do país de primeiro mundo, a acessabilidade ao meio de transporte da cidade que nunca dorme é bem precária. São muitas escadas, elevadores emperrados e um sobe-desce bem doido que tornam a opção um pouco ruim. 
 
Minha avó, por exemplo, quase infartou quando fomos visitar a estátua da Liberdade por que a entrada mais próxima ao hotel não possuia escada rolante e o elevador estava quebrado. Soluções? Táxi e pés! NA-DA de carro. Sério, não dirija em NY. 
 
2-) Considere os passeios nos museus
Porque, no fim das contas, se a gente se cansa em museus enormes e sem fim, imagina nossos companheiros mais velhos? É bom programar pausas, lanchinhos ou até mesmo validar a disponibilidade de cadeiras de roda, isso facilita o programa e garante um bom aproveitamento não só deste rolezinho, mas daqueles que vierem a rolar logo em seguida. 
 
3-) Aproveite os passeios sob rodas
Em Nova Iorque há diversas opções diferentes e super gostosas de passear que poupam os pés e até mesmo deixam tudo mais divertido. Por que não optar pelas carroças e bikes que te levam por uma volta dentro do Central Park com direito a pontos turísticos mais famosos e paradas para fotos? Ou então pegar um barco – aquecido nos dias de inverno! – que passeia por toda a orla da cidade e ainda te leva ao redor da estátua da Liberdade! São passeios que rendem muito, permitem fotos lindas e te fazem conhecer a cidade de forma completa, poupando as solas dos calçados, tal como as dores nas juntas. 
 
4-) Esqueça os hostels. Seus hotéis custarão caro! 
Quando ia sozinha, estava pesquisando um hostel para ficar. Na opção mais conhecida e de confiança, eu iria pagar algo em torno de 85 dólares/dia. Todavia, com vovó indo comigo, dormir em beliches e em quartos com diversas camas não era uma opção. Mesmo. Afinal, ela queria conforto! 
 
Começamos então buscar hotéis. E foi difícil achar algo decente a um preço bom. O TripAdvisor foi nosso melhor amigo, por que a quantidade de hotel que seria furada era enorme. Acabamos ficando no THE NEW YORKER, mas a diária ficou algo em torno de 200 dólares/dia. Salgadinho, mas o hotel era bom, limpinho e super confortável. Sem problemas nenhum! E o restaurante de lá, uma delícia e super baratinho. 
 
Mas no fim, é isso. Você pagará bem por uma diária em NY. 
 
5-) Estude a cidade e faça roteiros para cada dia
Assim você conhecerá bem os melhores caminhos e saberá para onde ir e por onde ir, evitando ficar dando voltas e voltas ou pegar caminhos mais ingrímes, por exemplo (apesar de que NY é praticamente a Av. Paulista, ok?). Sabe o Google Maps? Entra lá e use o bonequinho laranjinha para passear “a pé”. 
 
6-) Se informe sobre lugares gostosinhos para comer e descansar
Assim, quando bater a preguiça, a vontade de fazer de pipi ou só parar um pouquinho para tomar aquele chocolate-quente ou comer um bagel delícia, você já vai poder fugir do Starbucks e provar as gostosuras da cidade, conhecendo lugares divinos e diferentes! 
 
7-) Não tenha medo de se separar em alguns momentos
Como minha avó se cansava mais rapidamente do que eu, em praticamente todos os dias seguimos um esquema de acordar cedo, tomar café e passear loucamente até por volta de umas 15h. Aqui, a gente parava para realmente almoçar e comer comida mesmo para depois decidir o restante do dia. Minha avó optava por ir para o hotel descansar quase sempre, enquanto eu continuava a bater perna, passear e visitar lugares mais distantes, que exigiam andar mais ou ficar maior tempo em pé. Foi uma ótima estratégia por que vovó descansava e conseguia sempre aproveitar mais o dia seguinte, e eu conseguia visitar tudo que pretendia. 
 
#4 – em Orlando
#bônus – Resumão em vídeo