Guia de Bolso: Viajando com idosos #2 – Voando e se locomovendo

No primeiro Viajando com idosos do Guia de Bolso trouxemos algumas dicas gerais para ajudar você a viajar com pessoas mais velhas e/ou idosas. Tudo bem rapidinho para auxiliar você a montar seu plano de viagens, assim como os passeios escolhidos e a dinâmica dos mesmos. 

Aqui, vamos falar um pouco como tornar as horas de viagem em um cubicúlolatadesardinha avião mais confortáveis para sua companhia, assim como a lógica de dirigir e se locomover no geral dentro da sua(s) cidade(s) destino! 

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#2 – Voando e se locomovendo

1.) O avião
Aviões são lugares apertados. Da classe econômica então, nem se fala. O pouco espaço pode ser realmente ruim para um idoso com problema de locomoção ou que não tenha mais tanto controle do seu equilíbrio. 
 
A minha sugestão é sempre garantir um lugar no corredor ou na saída de emergência
 
Como? 
 
Faça a reserva dos lugares com antecedência! Mesmo que a diferença de conforto não seja lá essas coisas, um espaço extra para que o idoso se levante, sente e se estique é essencial.        
 
Minha avó, por exemplo, não consegue levantar facilmente como eu, e precisa sempre se apoiar ou segurar em algo. O espaço minúsculo foi realmente um problema, mas ela conseguiu se virar por que tinha ao lado dela apenas o braço da poltrona. Mesmo que ele não levantasse (aliás, por que não, companhias aéreas?), ela tinha um apoio extra e conseguia passar as pernas por cima dele quando necessário. Todavia, se sentasse na janela ou no meio de duas pessoas, definitivamente não teria tempo de se levantar para ir ao banheiro. 
 
 
2.) Conexões & Escalas
Em voos internacionais conexões ou escalas são quase imprescindíveis, principalmente se você quiser pagar menos. Minha sugestão é: 
 
– não faça escalas! Ficar sentado em um avião por mais tempo do que você já ficaria pode ser claustrofóbico e, além disso, pior para a pessoa mais velha. É melhor que ela levante um pouco, estique as pernas e se alongue um pouco antes de continuar; 
 
– considere o tempo de conexão, por que você pode correr se estiver perdendo seu voo. Mas sua avó, mãe, tio, ou quem quer que seja a pessoa idosa que estiver com você não terá todo esse pique. Nos aeroportos você não tem cadeiras de rodas a disposição (apesar de haver a possibilidade de solicitar para a companhia aérea), logo, tem que ir andando mesmo, por isso, é sempre bom deixar aquela folguinha extra (acho que 3horas é um período digno, pois temos que lembrar da imigração); 
 
– não esqueça de considerar o clima da cidade da conexão. Eu desci em NY antes de seguir para Orlando. A previsão de Orlando era 25 graus, mas NY estava com a máxima de 5! Ou seja, demos sorte por estar levando os casacos na mão, caso contrário, acho que começaríamos o passeio doentes! 
 
 
3.) Meios de locomoção na cidade
 
– quem dirige? Deixe a direção com quem esteja habituado a dirigir com GPS – e é válido adicionar aqui os bons de visão também. Ou seja, se seu acompanhante idoso só costuma dirigir no bairro e mal pega estrada, é mais seguro que outra pessoa dirija. Isso por que ela estará habituada a seguir instruções do GPS e a seguir placas, tal como a tomar decisões mais “rápidas”; 
 
– a pé, metrô ou táxi? Outro ponto é que nem sempre o mais prático continuará sendo o mais prático. Em Orlando, rodamos de carro e foi super tranquilo. Já em NY achei que viveríamos de metrô, o que não ocorreu. Os metrôs lá tem pouquíssimo acesso (algumas estações estão com os elevadores quebrados, outras só contam com escadas, outras você tem que subir escada, descer escada e depois subir de novo), então optamos por andar mais de táxi. Só pegava o metrô quando estava sozinha. 
 
Já no Central Park, por exemplo, optamos por um dos “carrinhos” puxados por rapazes de bicicleta ao invés de caminhar pelas longas trilhas do lugar. Em parte foi por causa do frio, mas principalmente por que vovó não aguentava mais andar e, mesmo com o calçamento impecável e o caminho plano, a distância era longa. 
 
Em Orlando bem que tentei fazer minha avó usar a cadeira de rodas (elétrica ou normal), mas ela bateu o pé e ficou achando que pareceria muito acabada fazendo isso. DUH! No fim, ela ficou descansando em lugares específicos enquanto eu me esbaldava na bateção de perna. 
O mais importante é pesquisar as distâncias e considerar o quanto a pessoa que vai com você aguentará andar sem desfalecer!;D 

Próximos posts: 

#3 – para NY
#4 – para Orlando
#bônus – resumão em vídeo