Guia de Bolso: Diário de Bordo – #1 Aeroporto, conexão e primeiras horas em Orlando

Eu adoro ler DIÁRIO DE BORDO, e então, quase 6 meses depois – passada e repassada a depressão pós-volta – decidi, enfim, dividir com vocês o dia-a-dia das minhas férias. 
 
Já adianto que os relatos serão longos, pois costumo falar mais do que deveria. Mas prometo que eles serão bacanas e os mais bonitos possível. Também vale reforçar que os relatos de Orlando serão mais bem construidos do que os de Nova Iorque, uma vez que a terra da magia contou com um roteiro mais bonitinho do que a loucura da cidade que nunca dorme, todavia, tentaremos. 
 
Basta, então, dar o scroll e ler o primeir relato! XDD ~~ 
 
 
 DIÁRIODEBORDOCAPA
 
 
 

Depois de meses de planejamento, re-planejamento e muita ansiedade chegamos ao dia 11 de março – dia da viagem e do aniversario da minha linda amiga Fernanda. 

 
Falar que eu estava me corroendo é pouca coisa. Mal dormi na noite que antecedeu a viagem. Fiquei bem doidona fazendo minha mini-mala e até gravei um vídeo mostrando tudo que havia enfiado lá dentro. Revi o planejamento, se os documentos estavam corretos e tudo mais. 
 
O dia foi de correria. Nosso vôo era apenas de noite (acho que as 20h da noite) e tínhamos ainda que trocar um pouco de dólares, tirar Xerox do passaporte e buscar a vovó na casa dela. 
 
Saímos de casa relativamente cedo, com medo do trânsito. Eu moro em Santana, mas como o horário seria de pico, achamos coerente ir mais cedo para garantir. Enfim, chegamos no aeroporto por volta das 17:45. 
 
Voamos pela Delta e partimos para o balcão de embarque para vovó despachar a mala dela (como faríamos baldeação e eu pretendia comprar malas, levei apenas uma bolsa e uma malinha de mão). A Delta foi uma surpresa pelo bom atendimento (no Brasil). Deram prioridade a minha avó e logo estávamos livres pelo aeroporto. 
 
Fomos comer alguma coisa, tentar trocar mais dólares que minha tia havia me dado para comprar encomendas para ela (serio, NÃO FAÇAM ISSO! Não há casas de cambio “normais” no aeroporto, todas pedem uma taxa de 60 reais além do dinheiro que será trocado. Um absurdo) e resolvemos passar logo pela Receita para aproveitar o DutyFree. 
 
Ali foi bem tranquilo e rápido – só achei ruim não haver prioridade para idosos em uma fila sem cadeiras ou bancos. Fuçamos a lojinha tax-free com amor para poder comparar e partimos rumo Nova Iorque (sim, nosso destino era ORL-NY, não o oposto, mas nossa escala era na cidade que nunca dorme). 
 
O vôo foi tranquilo e sem problemas. Quer dizer, problema são aquelas cadeirinhas minúsculas menos confortáveis que um cometão que quase me fizeram ter um primeiro ataque de pânico na vida, mas enfim. A comida estava gostosa e havia um bom entretenimento a bordo. 
 
Chegamos em NY por volta das 5 horas da manhã. A fila da imigração parecia populada apenas pelo nosso vôo e um que tinha pousado junto. Era um período de troca de turno ao que parecia, muitos fiscais saindo e muitos chegando, então esperamos alguns bons 30 minutos para a nossa vez. O que nos atendeu estava tomando seu cafezinho Starbucks e basicamente só perguntou se estávamos indo visitar o Mickey. Foi bem simpático com a minha avó e não enrolou. Bem tranquilo e facinho. 
 
Na hora de sair-entrar novamente sofremos levemente e aqui fica uma bela dica: considere o tempo (aka: climático) do lugar onde você fará conexão. 
 
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Como descemos no JFK a distância do ponto onde descemos e onde tínhamos que entrar novamente era bem distante e tivems, inclusive, que caminhar pelo estacionamento para chegar até o portão. O detalhe é que estava graus negativos. Só não moremos congeladas por que nossos casacões estavam na mão! 
 
Ficamos enrolando pelas 1h30 que restaram ao chegarmos dentro da área de segurança. Comemos um pouquinho e logo partimos. Foram 3h que passaram voando para mim por que eu mal havia dormido no voo anterior, então capotei loucamente. Estava o pó da rabiola. Todavia, confesso que a hora que chegamos eu fiquei eufórica! Todo o sono se foi. 
 
Chegamos dentro do previsto – por volta de umas 11/12h. Pegamos nossas malas sem problemas e seguimos as plaquinhas indicativas de locadoras de carro. 
 
Depois de muito pesquisar, optei pela Sixt (que falarei mais em outro post específico aqui no blog). Ela é uma das locadoras que ficam fora do prédio do aeroporto, portanto, fomos até o estacionamento e pegamos a vanzinha amiga que leva os clientes. Adorei já ali! O motorista super prestativo e a van bem confortável – embora o trajeto dure menos de 10 minutos é bom ter desconto, não é? HAHAHHA… 
 
Como estávamos em um período de alta-temporada (Março e Abril costumam contar com o Spring-Break – leia-se: Semana do Saco Cheio – e algumas semanas são piores que outras), fiquei temerosa ao olhar o estacionamento praticamente vazio! Eu sei que na falta do veículo da categoria que você escolheu (calma, gente! Só clicar aqui para saber mais sobre como funciona o aluguel de carros e essa história de categoria) eles  te fornecem um upgrade gratuito. Todavia, eu não queria um carro monstro para dirigir! 
 
Descemos da van, peguei o papel da locação que já tinha feito e pago por aqui e fui para a filinha pequena para fazer o “check-in”. Como já havia pago tudo aqui no Brasil, o processo foi mega rápido. Tipo, muito. Não me ofereceram nenhum upgrade nem nada (mas também, eu tinha pago todos os seguros! hehe). 
 
Eu não havia alugado GPS porque pretendia comprar um para poder revender depois. Pedi para a atendente me explicar o caminho até o Florida Mall (por que eu até tinha um mapinha que havia impresso aqui no Brasil, mas ele saia do aeroporto, não do estacionamento da Sixt! DUH para mim!) e ela prontamente me ofereceu um novo mapinha impresso do GoogleMaps. Peguei o dito cujo e lá fomos nós para nossa primeira aventura. 
 
Nosso carrinho foi um Sonic da Chevrolet super novo (e dentro da categoria de carros pequenos, amém!), com um painel prático e mega gostoso de dirigir. Não tivemos nenhum probleminha sequer com ele. 
 
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Mas voltando a primeira aventura: nos perdemos um pouco até encontrar o shopping. A mulher até que me explicou o caminho, mas minha excitação, somada ao meu não tão grande assim hábito de dirigir e as placas diferentes da Flórida foram um grande mix de emoções. Dei os papéis do GoogleMaps para a minha vó, mas logicamente que ela, cega que só e sem o hábito de olhar mapa e ler placas em inglês não conseguiu entender muito bem a dinâmica de tudo. 
 
Acabou que entramos em uma saída da I-4 e agradecemos muito pelo fato de os arredores do aeroporto contarem com milhões de postos. Paramos acho que em uns 3 até chegar ao shopping. Sempre perguntava, pegava o caminho, mas achava que estava errada por que aquelas ruas são muito absolutamente nada (sério, todas parecem estradas) e eu tinha a eterna sensação de que estava voltando para o aeroporto ou indo pra outra cidade. No fim, deu tudo certo e chegamos. 
 
Ali já começamos a notar o calor humano presente no Spring Break. 
 
Para quem nunca foi aos Estados Unidos, em específico à Flórida, (ou foi há muito tempo, como era o meu caso), quase tudo lá conta com estacionamentos enormes e sem fim (que são uma benção por que você não precisa fazer baliza NUN-CA! <3). Só que ali no Florida Mall lutamos para encontrar um lugarzinho ao sol. 
 
O dia estava um pouco chuvoso e mais friozinho do que previsto, logo, nossos casaquinhos nos salvaram novamente. 
 
Descemos no shopping e começamos nossa lista de tarefas daquele dia, que consistiam em: comprar meu celular, comprar 1 chip, comprar o GPS, buscar os ingressos e dar aquela passadinha esperta no Walmart. 
 
Só para esclarecer: não fomos direto ao hotel por que chegamos cedo e o horário de check-in era somente as 15h. 
 
Passamos na AppleStore (lotada, meu deus!) e seguimos para uma Best Buy Mobile que fica dentro do próprio shopping. Lá um rapaz simpático me atendeu e me ajudou a escolher o melhor chip para o que eu queria (que era ligar para o Brasil e ter internet por 15 dias. Paguei 70 dólares e falei todos os dias uns 40m com minha mãe e minha tia – em telefones fixos – e, claro, fiquei mal acostumada com internet boa de verdade!). Ele aproveitou para programar tudo bonito no meu celular e já estava prontinho para usar! (uma dica, a quem interesse: tem um atendente que fala português nesta Best Buy, mas não passamos com ele). 
 
Liguei rapidinho para minha mãe, avisei que estávamos bem, e seguimos para a mega-ultra-belíssima loja da Best Buy – essa que fica fora do shopping, em uma rua quase paralela. O estacionamento ali estava bem vazio. Minha vó optou por ficar no carro e descansar (coitada da velhinha, ela queria descansar e eu rodando loucamente com ela por todos os lados) e fui lá fazer comprinhas! #aiquesaudade
 
Diferente do que imaginava, a loja não estava tão devastada assim (magino que este período fique cheio de americanos mesmo e como os preços e pechinchas não são novidade, eles não destroem as lojas de eletrônicos!). Comprei um belo GPS da Garmin (ah, uma dica: não compre o mapa do Brasil lá! O preço estava 99 dólares, sendo que no site você encontra por 50 reais!) e aproveitei para pegar uma capinha e uma película para o telefone (que foram uma facada no coração por que nem nos EUA os precinhos são bons. Não como o DealExtreme e o Ebay, ao menos! HAHAHA… Para quem for comprar celular, sugiro que compre capinhas e películas pelo Ebay e mande entregar no hotel! ;DD). Ali já dei a bandeirada de gordices e comprei alguns chocolates e uma água. 
 
Voltando ao carro já estava segura para seguir aos outros destinos sem risco de me perder. Era só seguir as instruções e prestar atenção as sinalizações. Programei o endereço da UPS onde buscaria os ingressos e ‘bora lá. 
 
Farei um post mais bem explicado sobre como e onde comprei os meus ingressos dos parques, mas eles tinham que ser retirados em uma UPS (que é uma espécie de “loja dos correios” americana). Foi super facinho e rápido. Sem nenhum problema! 
 
Neste ponto, já estava um tempo muito gostosinho e um solzinho aconchegante. Seguimos para o hotel para nos arranjar e depois fazer o que faltava. 
 
Ficamos no QUALITTY INN (agora oficializado com o nome de: Rose Inn International), o mesmo hotel que fiquei com meus pais há 15 aos atrás! #nostalgia Fomos super bem atendidos e não tivemos nenhum problema. Na verdade, gostei bastante pronto atendimento a minha solicitação feita na hora da reserva – que foi de um banheiro sem banheira (apesar de eles mal responderem e-mails!). 
 
Levamos as malas, as primeiras comprinhas e descansamos um pouquinho. Como minha avó dormiu, eu acho que a gente descansou demais. Eu queria ter ido ao mercado e deixado ela lá, quietinha, mas ela não quis. Acho que como ainda era o primeiro dia, ela achava que eu ia morrer se ficasse sozinha alguns minutos. 
 
Por volta de umas quase 20h fomos para o mercado mais lindo do universo fazer algumas comprinhas essenciais que acabaram não sendo tão profundas assim. O que quero dizer é: minha avó não quis ficar no hotel, mas também estava cansada e ficou reclamando enquanto passeávamos pelo mercado. No fim esquecemos de comprar alguns itens importantes, mas isso fica para o próximo post, por que só no dia seguinte notamos. 
 
Chegamos munidas de pão, peito de peru, cream-cheese de ervas, suco de laranja, uma mochila e muita tranqueira para levar de lanchinho. 
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Fizemos uma boquinha rápida e capotamos para acordar cedinho no dia seguinte! ;DDD 
 
UFA! Falei demais, mas eu avisei que seria longo! #continua
PRÓXIMO EPISÓDIO: MAGIC KINGDOM!