Guia de Bolso: Viajando com idosos #01 – Dicas Gerais

Costumo ler em diversos blogs a experiência de se viajar com nenéns e crianças, mas acho que até hoje nunca encontrei nada sobre como é ter a companhia de idosos em viagens longas de férias

 
Se você já leu o post “Resumo da Ópera” do Guia de Bolso, deve ter notado que viajei com a minha avó. Assim, tenho uma leve propriedade para falar sobre o assunto e apontar algumas regrinhas que guardei como sendo “de ouro” para viagens com pessoas mais velhas. 
 
Vou dividir o tema em 4 publicações que vocês poderão acompanhar por aqui. 
 
Hoje, inauguramos com alguns pontos gerais a serem considerados na hora de viajar com uma pessoa mais velha e que podem fazer o dia-a-dia muito mais agradável para todos os envolvidos. 

 

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#1 – Dicas gerais 
 
– Leve malas de rodinhas. Pode parecer um ponto meio óbvio, mas você não vai deixar sua avó de 80 anos carregar a mala pesada dela. Então, leve uma mala de rodinhas, assim você não morre ao ter que carregar as suas coisas e as do seu idoso acompanhante; 
 
 Entenda as limitações na hora de montar o roteiro. Idosos não vão correr a meia-maratona Disney com você e tampouco passear por todo o Central Park ininterruptamente, logo, é preciso considerar pausas, idas ao banheiro e um ritmo mais lento para realizar toda a programação. Pense no quão ativo é o idoso que vai com você; 
 
– Deixe claro o objetivo da viagem para que o idoso não vá achando que será praia e encontrar algo absolutamente diferente. Divida suas intenções, vontades e veja se ele topa fazer o programado; 
 
– Conheça o lugar que vai visitar o máximo possível, assim você saberá onde achar banheiros, lugares para emergências (leia-se: uma súbita vontade de comer algo, de sentar, etc) e também se o que você pretende fazer é plausível ou não na companhia de um velhinho. Longas distâncias, por exemplo, podem ser estudas para saber antes se haverá ladeiras ou se a caminhada será plana; 
 
– Opte por rodas sempre que possível, ou seja, ao invés de caminhar 10 quarteirões a pé até a Sacks, poupe os pézinhos e vá de táxi ou metrô. Desta maneira o idoso fica mais bem disposto para aproveitar o que realmente importa como lugares de compras, museus, passeios, etc. 
 
– Considere roteiros “quebrados”. Minha avó normalmente se cansava no meio do dia quando estávamos em Nova Iorque, assim, por volta das 15/16 horas ela voltava ao hotel e eu continuava os passeios. Em Orlando, não havia tamanha flexibilidade, mas se ficássemos em um hotel Disney, por exemplo, ela poderia voltar ao hotel sempre que quisesse; 
 
– Valide a existência de elevadores, escadas rolantes e cadeiras de rodas nos lugares visitados. Nem todas as estações do metrô de NY tem elevador, andar em uma cadeira de rodas pelo Magic Kigndom pode ser bem melhor do que caminhar sem parar. Analise estes pontos na hora de montar o roteiro e optar;
 
– Ensine palavras básicas na língua do local. Saber se comunicar minimamente é importante. Seja para voltar para o hotel, para dar uma voltinha sozinho quando desejado ou até mesmo para um papinho casual no elevador ou restaurante, assim, vale ensinar a falar o endereço do hotel e termos básicos como “Quanto custa”, “Eu não sei falar a língua do país aqui“, “Onde fica o banheiro” e algumas variações do gênero. 
 
 
FICHA DA MINHA COMPANHEIRA: 
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Não percam os próximos capítulos! Não tem a Pilar descobrindo quem é a amante do César, nem Maria do Bairro louca doando seu filho recém-nascido, mas tem dicas fresquinhas. 
#2 – Voando & Dirigindo
#3 – para NY
#4 – para Orlando.